Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

A árvore de Natal



Era uma vez uma árvore de natal. Essa árvore de Natal estava ao pé das suas amigas árvores para serem vendidas.
Todos os dias uma árvore era vendida, até que um dia só a árvores de Natal é que estava lá para ser vendida e ela ficou sozinha e triste. Nisto apareceu uma senhora chamada Rosa e quis comprá-la. Levou-a para casa e enfeitou-a com, fitas, luzes, bonecos e uma estrela.
Do dia 24 para o dia 25 a árvore de Natal falou, cantou, dançou e eles ficaram impressionados, mas a árvore disse-lhes:
- Eu sou uma árvore mágica.
Então a partir desse dia a Rosa trata sempre da árvore para ela não morrer.


Helenita, 9 anos.

No Natal o que havemos de fazer às pessoas pobres?



No Natal as pessoas que têm espaço em casa deviam ajudá-las a arranjar casa, dinheiro, emprego ou então convidá-los a viver na sua casa.
Ajudar os pais a comprar prendas para as crianças, partilhar os brinquedos dos seus filhos com os meninos pobres, ensinar-lhes coisas, dar-lhes de comer e aquecê-los.


Helenita, 9 anos.

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Os sete carneirinhos



Era uma vez 7 carneirinhos e a mãe disse-lhes assim:
-Eu vou sair mas deixo a porta fechada.
De repente batem à porta e o carneirinho mais velho foi abrir a janelinha pequenina para ver quem era. E era um lobo. Todos os carneirinhos foram-se esconder para debaixo da cama, para o relógio e para o guarda-fato. Só que o lobo conseguiu partir a porta e comer todos os carneirinhos, menos a mais nova que estava escondida dentro do relógio.
Quando a mão chegou chama os carneirinhos e de repente o carneirinho mais novo diz:
- Estou aqui dentro do relógio.
- Filha onde é que estão os teus irmãos?
- O lobo comeu-os.
- Vamos chamar a polícia!
Depois a polícia viu o lobo e a carneirinha disse:
- É aquele lobo.
O lobo estava a dormir e a polícia cortou-lhe a barriga e tirou os carneirinhos e pôs pedras dentro da barriga.
Quando o lobo acordou caiu dentro de um poço.
Helenita, 9 anos.

Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Lenda dos três rios

Conta a lenda que os rios Guadiana, o Tejo e o Douro estavam fartos de andarem pelas montanhas e resolveram correr aventuras.
Combinaram dormir um bom sono. O primeiro que acordasse chamaria os outros três rios e partiriam ao encontro do mar.
O primeiro a acordar foi o Guadiana. Olhou para os outros e disse:
- Acordem, vamos à corrida!
E o rio Douro acordou e disse:
- Vamos embora.
Mas o rio Guadiana disse:
- E o rio Tejo fica atrás?
- Sim, vamos fazer batota. – disse o rio Douro
E lá foram eles. Entretanto o rio Tejo acordou e viu que não estava o rio Douro e o Guadiana e ficou muito zangado por eles não terem esperado por ele.
O rio Douro e o rio Guadiana já tinham chegado ao mar e o primeiro a chegar foi o Douro e disse:
- Ganhei, sou o melhor!
Depois o rio Douro e o rio Guadiana foram ter com o rio Tejo e o rio Tejo perguntou:
- Porque é que vocês não me acordaram?
E o rio Guadiana disse:
- O rio Douro é que teve a culpa, ele queria fazer batota.
Mas o rio Douro disse:
- Desculpa. Eu fiz batota por isso vou-te dar a taça de ouro.
E foi assim que o rio Douro aprendeu que não se deve fazer batota.
Helenita, 9 anos.

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

O rei dos animais vai para férias


Era uma vez o rei dos animais, o leão. Mas o rei já estava cansado de ser rei e queria ir para férias, mas não havia ninguém que o pudesse substituir e ele estava sempre a dizer:
- Preciso de alguém forte, ágil, velho e astuto.
No entanto apareceu o elefante e disse:
- Eu sou forte posso ficar no seu lugar.
Mas o leão disse:
- Mas tu não és velho, ágil e astuto.
E em dois pulos apareceu o macaco e disse:
- Eu sou ágil posso ficar no seu lugar.
Mas o leão disse:
- Tu não és velho, forte e astuto.
E de repente aparece a tartaruga e disse:
- Se querem uma pessoa velha podem contar comigo.
Mas o leão disse:
- Tu não és forte, ágil e astuta.
Mas o macaco deu uma ideia:
- A raposa é astuta.
E nisto apareceu a raposa e disse:
- Podem contar comigo.
Mas o leão disse:
- Tu não és velha, ágil e forte.
E então começaram todos a pensar. De repente a raposa com mais uma das suas ideias disse:
- Nós os quatro podemos ficar no seu lugar.
E depois começaram a dizer:
- Pode ir para férias. Fique descansado, pode contar connosco.
Mas o leão disse:
- Calem-se. Afinal não quero ir para férias!
Helenita, 9 anos.

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

A nova presidente da Câmara


Eu, a Helena Barros, sou a nova presidente da Câmara e gostava que a nossa ilha fosse melhor.
Eu mandaria fazer: hipers, hospitais, piscinas, uma ponte para irmos de Santa Maria para São Miguel, parques de diversão, apartamentos, parques de campismo, mais barcos de pesca, mais lojas de brinquedos, lojas de roupa, mais serviços de transportes, mais escolas, mais serviços agrícolas, mais protecções civis, mais médicos, mais veterinários, mais lojas de animais, uma faculdade, universidade, colégios, menos poluição, mais bares, liceus, discotecas, mais pavilhões de desporto, mais agricultores, mais animais, mais pescadores, um jardim zoológico, mais serviços de rádio, mais centrais eléctricas, mais restaurantes, mais profissões, mais lavradores, piscinas próprias de natação, mais bibliotecas, mais serviços de condução, mais BCA, mais lojas de informática, mais professores, mais negócios, mais desporto, mais jardins, mais museus, mais pintores, mais oficinas, mais paragens de autocarro, mais tractores, mais cinemas, …
Era assim que eu gostava que fosse Santa Maria, mas se não pudesse ser, deixava-a como estava ou tentava melhorar um bocadinho.

Helenita, 9 anos.


Aqui está a prova da simplicidade e ingenuidade da infância, onde tudo é fácil de entender e praticar. Gostava novamente de poder afirmar com convicção o que escrivi há 6 anos atrás, mas sei que o mundo não é nenhum mar de rosas e que sem muito esforço e dedicação não chegamos a lado nenhum.
Somos seres insatisfeitos e, por isso, andamos numa busca constante. Queremos sempre mais e melhor e não nos damos por satisfeitcos com a minima coisa. Esta é uma das nossas melhores características porque nos deixa progredir e sobreviver.

Sábado, 3 de Novembro de 2007

A memória é uma pedra que arde por dentro


Só a vós venho dizer
Antes que isso me esqueça,
Penso que é nosso dever,
A todos agradecer
A vossa amável presença.

Do fundo do coração
Agraeço a todo o povo.
Tendes brio e criação,
Agradeço a atenção
Que pestastes ao Drama Novo.

Diz o autor que o versou
Que está muito satisfeito.
Ele viu e presenciou
Que todo o povo se portou
Com atenção e respeito.

Parabéns vos quero dar
Pelo modo como vos portastes,
Que foi bom de agradar
E vós nos haveis desculpar
Se algum erro encontrastes.

Sempre haveis de desculpar
Algum erro que passou.
Porque não sabemos falar
E muito menos representar
O que o autor nos ensinou.

Mas para falar a verdade
Porque nunca costumei mentir,
Temos pouca habilidade
Foi só a boa vontade
Que nos fez aqui vir.

Senhores por cortesia
Findou o Drama nesta hora,
Povo de Santa Maria,
Adeus até outro dia
Já vos podeis ir embora.


José Andrade Moreira